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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A Arte de Viajar - Alain de Botton

Um livro com mais profundidade do que seu nome aparentemente óbvio sugere.



Concluída a leitura, percebi que na verdade até o nome é muito bom, porque o livro trata, entre outras coisas, de como viagens já inspiraram as artes, de como a arte motiva viagens, e de como a produção de arte durante uma viagem pode melhorar seu aproveitamento.

Embora "viajar" signifique transportar, navegar ou deslocar, não poderia signficar também o estado que toma o espírito de quem vai para longe do lar? Esse estado era, pelo menos para mim, um grande mistério. Dar passos nas ruas de uma cidade desconhecida provoca pensamentos que raramente tenho. Isso é verdade também para as sensações e ideias que tenho hospedado nas casas dos outros, ou em hoteis. Quando volto para a minha casa, essas reflexões quase desaparecem. Fico me perguntando para onde foram e por quê.

Encontrei neste livro do Alain de Botton esse mesmo questionamento e vários outros. Melhor ainda: encontrei também respostas. Achei esse livro delicioso porque ele tem aquele sabor do esclarecimento, da satisfação de curiosidades. Um livro companheiro, instrutor, que explicou questões que me ocorreram enquanto eu viajava, despertou curiosidades novas e esclareceu-as também. O mistério já não é mais tão mistério.

A escrita é levíssima, o raciocínio é mais do que claro, e o humor sutil é dos melhores.

Naturalmente, com um livro desses, reflete-se muito. Livros fazem refletir, viagens fazem refletir. O que dizer de livros que refletem sobre viajar, e sobre o porquê de viajar despertar reflexões?

Cada tema é explorado em um capítulo, e cada capítulo tem (i) uma cidade tema, que o autor visitou; e (ii) a discussão dos pensamentos de algum filósofo, poeta ou pintor que exploraram aquele tema anteriormente.

Abaixo, algumas das reflexões do autor, na mesma ordem utilizada no livro. Intercalei as reflexões dele com as minhas.


PARTIDA

Da expectativa

O livro começa com Alain de Botton saindo da sua escura, fria e chuvosa Londres onde se sentia deprimido para aproveitar uma praia ensolarada cheia de coqueiros em Barbados.

Particularmente, eu estaria bastante disposto a fazer o caminho inverso. Ou então partir para uma praia nublada.

Guarujá. Foto de Kátia Okumura

Mas enfim. O autor sentiu a necessidade de buscar satisfação praiana e ensolarada. A foto de Barbados em uma propaganda lhe provocava e lhe prometia felicidade. Alain não resistiu e viajou para lá de férias com sua companheira. Uma vez lá, porém, teve dificuldades de sentir a alegria esperada, porque:

  - não conseguia fugir de si mesmo. Sua cabeça insistia em retornar a preocupações e projetos para o ano seguinte.

  - desentendimentos com sua companheira geravam desconfortos e medos que lhe cegavam para as belezas do lugar.

"Nossa capacidade de extrair felicidade de objetos estéticos ou de bens materiais parece, na verdade, depender de forma crítica da satisfação prévia de uma série mais importante de necessidades emocionais ou psicológicas, entre elas compreensão, amor, comunicação e respeito. Não apreciaremos - não somos capazes de apreciar - jardins tropicais luxuriantes e encantadores, chalés de madeira à beira-mar quando um relacionamento com o qual estamos comprometidos subitamente se releva impregnado de incompreensão e ressentimento." 


Dos destinos de viagem

Do nosso ambiente de trabalho trazemos preocupações, que carregamos quase sempre pelas mesmas ruas até entrar com elas em nossas casas, onde assistimos ao telejornal e lidamos com as incomodações diárias. Preocupações, problemas, pagamentos, serviços, consertos, projetos, casa, rua... associamos as coisas usuais com seus locais usuais. A rua usual faz pensar no problema usual. A casa de sempre faz pensar no projeto de sempre. O projeto faz pensar na casa. O problema faz pensar na rua... e assim nosso lar e arredores tornam-se lugares pouco propícios à inspiração, um sistema fechado de pensamentos e conexões que se provocam. 

"A mobília insiste que não podemos mudar porque ela não muda. O ambiente doméstico nos mantém amarrados à pessoa que somos na vida comum, mas que talvez não sejamos essencialmente."

Às vezes queremos viajar para que nos ocorram ideias e sentimentos mais raros. É uma necessidade de sair de perto das fontes de associações repetidas e sufocantes. 


"Carruagem, leva-me contigo! Navio, arranca-me daqui!


Leva-me para longe, muito longe. Aqui, a lama é feita de nossas lágrimas!"

                                                            Charles Baudelaire


Quando iniciamos uma viagem para um local novo, somos obrigados a passar por estradas desconhecidas, a entrar em ônibus estranhos, e a ficar em hoteis diferentes. Locais e funcionalidades que ainda não estão associados com as nossas rotinas, e não nos trazem lembranças de incômodos e repetições. Libera-se espaço em nossas mentes. Ficamos mais curiosos e receptivos. Em um vagão de trem, por exemplo:

"... o silêncio que reina ali enquanto as rodas batem, ritmadas, contra os trilhos, o clima onírico gerado pelo ruído e pela vista das janelas, em que parecemos estar fora de nosso eu habitual, com acesso a pensamentos e a lembranças que talvez não surgissem em circunstâncias mais normais."

Edward Hopper, Compartimento C, Vagão 293, 1938

Os locais de trânsito são tão desassociados de nossas experiências frequentes quanto o são os locais de destino. Talvez por isso o mesmo Edward Hopper que pintou a cena no vagão acima frequentemente voltasse sua arte para quartos de hotel, cafeterias e postos de gasolina.

Edward Hopper, Cafeteria Automática, 1927

MOTIVAÇÕES

Do exotismo

Alain de Botton volta e meia fala do tédio que seu lar, a Inglaterra, lhe causa. Isso me fez rir, porque em dois anos morando na Inglaterra, eu sempre senti dificuldades foi de conter minha satisfação e excitação. Os colegas britânicos riam da minha alegria e declarações de amor à cidade em que eu morava, e me perguntavam: "por que você gosta tanto daqui?" Durante minhas caminhadas da casa para o trabalho e do trabalho para casa, eu parava para observar as construções e os parques. Achava os espaços bonitos e tirava muitas fotografias. Os mesmos cantos foram fotografados muitas vezes por mim ao longo dos vinte e quatro meses.

Fico tentando entender como o autor, e tantos outros britânicos, podem não ser deslumbrados com seu país. Mas é claro que sei o motivo: sempre estiveram ali e não vêem nada de especial. Eles também não entendem o motivo de eu falar tão mal do Brasil.

Mas o autor e eu não podíamos concordar mais quanto a um lugar do mundo: Amsterdan, a cidade grande que achei mais bonita até hoje. Que me atraiu como nenhuma. Que me traz sonhos de aposentadoria. Que nunca me vem à mente sem me dar dor de saudades. Que associo com charme, simplicidade, balanço, silêncio. Com livros, cultura, humildade, limpeza, charme.

Alain de Botton não só gostou de Amsterdan. Foi muito mais do que isso. Disse: 

"... o país... poderia revelar-se decisivamente mais afeito do que meu próprio país ao meu temperamento e às minhas preocupações."

"Numa rua com prédios uniformes, parei diante de uma porta vermelha e senti um desejo intenso de passar o resto da vida ali. Lá em cima, no segundo andar, eu podia ver um apartamento com três janelas amplas e sem cortinas. As paredes eram brancas e decoradas com um único quadro, grande e coberto de pequenos pontos azuis e vermelhos. Havia uma escrivaninha de carvalho junto a uma parede, uma grande estante de livros e uma poltrona. Eu queria a vida que esse espaço implicava."

A reflexão desse capítulo é sobre estar em um país com que nossa personalidade e gostos se identificam mais. No caso do autor, ele gostava dos prédios mais modestos, sem os pilares comuns em Londres, que tentam imitar palácios. Ele gostava das bicicletas. Da simplicidade. Do que ele chamou de "meio-termo financeiro." Da sinceridade. Ele propõe que esse sentimento de gostar de um lugar estrangeiro mais do que do nosso lugar não é sempre uma bobagem, uma pequena e temporária excitação de viagem. Há uma riqueza de significados nos pequenos detalhes dos comportamentos das pessoas de uma região, que vão da forma como se constroem prédios até a forma como se passa a manteiga no pão, que pode fazer um estrangeiro sentir que aquele é o lugar que lhe cabe!

Aproveito a deixa para manifestar uma inadequação minha a uma característica que está se acentuando no povo do meu Brasil: o exibir, o comparar, o mostrar, o competir. As conversas cada vez mais se parecem com um desfile, uma exposição de quem gastou mais com o quê, ou participou das atividades mais exclusivas, ou excludentes. Aí entra o exibicionismo das viagens para o exterior, para os países onde as pessoas não são assim.

Uma conhecida alemã que tem viajado muito observou que essa parece ser uma mania da América Latina toda. Essa também foi a observação de um colega peruano: de que os brasileiros adoram dizer "só no Brasil é assim" para problemas e comportamentos que são comuns também na vizinhança. Eles que viajaram bem mais do que eu devem saber melhor. Talvez eu já devesse ter viajado mais por aqui perto, como eles. Mas o fato é que quando saio desse nosso lugar no mundo e ando pela Europa e pelos Estados Unidos, começo rapidamente a interagir com pessoas mais simples, menos competitivas. E isso inclui a Londres que o Alain de Botton acha esnobe.

"Mas pode haver um prazer mais profundo: podemos valorizar elementos estrangeiros não só porque sejam novos, mas por parecerem mais fielmente ajustados à nossa identidade e às nossas preferências do que qualquer outra coisa que nosso país pudesse oferecer.

Meus entusiasmos com Amsterdã estavam ligados aos meus descontentamentos com meu país...

O que consideramos exótico no exterior pode ser aquilo a que aspiramos em vão em casa."


Da curiosidade

Se eu fosse para o Japão hoje, aproveitaria menos a viagem do que se fosse daqui dois anos, depois de ter lido um pouquinho por noite meu guia turístico, e assistido aos filmes e lido os livros japoneses que pretendo, porque...

"Um dos problemas em viagens é que vemos as coisas no momento errado, antes de termos uma chance de gerar a receptividade necessária e quando novas informações são, portanto, inúteis e fugidias como contas de colar sem um fio que as prenda."

Ter se enfiado em Madrid sem estudar ou desejar o local antes fez Alain desperdiçar seu tempo. Estar lá em um hotel sem saber o que queria fazer. Ter jantado um pacote de batatas fritas no seu quarto ao invés de sair para comer um belo jantar em um dos incontáveis restaurantes da cidade. Ter tentando se interessar pelas atrações da cidade de improviso, usando um guia turístico que lhe dizia goste disso, ache aquilo lindo, o importante dessa igreja é que a porta tem um estilo barroco, então repare na porta e siga adiante.

Ir para um lugar sem ter sentido antes curiosidade por ele, e que já foi mais do que explorado em guias e mais guias? Pode ser um desperdício. Talvez valha mais viajar para o campo para se curar dos males da vida na cidade. Tema do capítulo seguinte.


PAISAGEM

Do campo e da cidade

Uma semana costuma ser o maior período que consigo aproveitar numa cidade, com genuíno prazer. Depois disso, preciso de natureza, de que não me canso nunca. E quando estou cansado na cidade, é no campo que penso. Porque como Botton resume o pensamento de Wordsworth, "os pássaros, córregos, narcisos e ovelhas" são "um corretivo indispensável para os danos psicológicos infligidos pela vida urbana."

Snowdonia - País de Gales - 2014

Uns poucos dias no campo são capazes de nos curar de fumaça, grosseria, tensão, competição...

Depois de passar tempo próximo à natureza, voltamos à cidade e a saúde e disposição adquiridos começam rapidamente a diminuir. Mas as belas imagens do campo ficarão lá no fundo da nossa mente, ajudando-nos a impulsionar, inspirar, e nos dando motivo para suportar a vida urbana. Novamente, está na poesia de Wordsworth:


"What though the radiance which was once so bright

Be now for ever taken from my sight, 

   Though nothing can bring back the hour

Of splendour in the grass, of glory in the flower;

We will grieve not, rather find

Strength in what remains behind"


O poeta acusava as cidades de "fomentarem uma família de emoções contrárias à vida: angústia quanto à nossa posição na hierarquia social, inveja do sucesso alheio, orgulho e desejo de brilhar aos olhos de estranhos." Mesmo os abastados têm "um desejo incessante por coisas novas que não lhes faz falta..." E nesse ambiente "superlotado e ansioso parecia mais difícil do que numa propriedade isolada iniciar um relacionamento sincero com os outros."

Pode ser verdade que nossas identidades se alteram em função das pessoas ao nosso redor. "A companhia de determinadas pessoas estimula nossa generosidade e sensibilidade; a de outras, nossa competitividade e inveja." "A obsessão de A com questões de status e de hierarquia pode - de forma quase imperceptível - levar B a se preocupar com seu valor pessoal."

O que deve acontecer com a nossa identidade na presença de uma bela árvore, de uma magestosa montanha, ou de um ar puro?


ARTE

Da arte que abre os olhos

Este capítulo trata de mais de um tema interessantíssimo, mas eu gostaria de me ater a um: de quanto certos lugares passaram a ser considerados belos apenas depois que foram retratados por pintores e poetas. Historiadores afirmam que grandes extensões do interior da Inglaterra, do País de Gales e da Escócia eram tratados com desdém. A partir do século XVIII, poetas como James Thomson, Stephen Duck, Robert Burns e John Clare e pintores começaram a descrever através da arte essas regiões, e rapidamente o número de pessoas visitando-as explodiu.

O autor destaca que essa simples associação pode ser um tremendo exagero, que a arte sozinha não é capaz de causar tamanho movimento. Mas sem sombra de dúvidas somos influenciados pela arte na nossa escolha de destino de viagem. Quantos já não foram aqui ou ali só para estar no lugar que aparece naquele filme? Será que seria desprezível a diferença no número de turistas visitando a Escócia se nunca houvesse sido gravado Coração Valente? Tem tanta foto do Mel Gibson espalhada por Edinburgo que parece que ele foi o fundador da cidade. E essa chuva de gente que Nova Iorque está sempre recebendo: seria a mesma se não houvesse tantos filmes gravados ali?

Essa reflexão me fez ficar mais firme na minha resolução de nunca falar, e de desejar que nunca ninguém fale, do lugar que eu acho mais bonito no mundo. Um lugar que pouquíssimas pessoas conhecem. É miraculosamente escondido. Ali, não vejo nem aviões no imenso céu azul que admiro várias vezes ao dia. Um lugar que pouquíssimas pessoas nesse planeta já viram. Que quero que nunca seja descoberto.


Do sublime

Às vezes viajamos para lugares capazes de nos esmagar, que são imensos e nos reduzem a nada. Desertos, precipícios, montanhas, cataratas... destroçam nosso tamanho, sem nos humilhar. São gigantes que nos fazem sentir bem. São o sublime. Talvez um sentimento que não se possa conhecer, a não ser pela viagem?

Para representar a ideia:

Um quadro escolhido pelo autor do livro.

Philip James De LoutherbourgAn Avalanche in the Alps 1803
Depois os caminhos para o Snowdon Mountain, que fotografei, em transe, em 2014.

Trilha para a Snowdon Mountain - País de Gales - 2014

E por fim, o diálogo entre Deus e Jó, que Alain de Botton transcreveu da Bíblia. Jó dirige a Deus uma pergunta: por que a desgraça se abateu sobre ele, se ele não foi um homem mau? Um Deus furioso respondeu assim:


"Quem é esse que obscurece meus desígnios com palavras sem sentido?

Cinge-te os rins, como herói, interrogar-te-ei e tu me responderás. 

Onde estavas, quando lancei os fundamentos da terra? Dize-mo, se é que sabes tanto.

Quem lhe fixou as dimensões? - se o sabes - , ou quem estendeu sobre ela a régua?

(...)

Por onde se divide o relâmpago, ou se difunde o vento leste sobre a terra?

Quem abriu um canal para o aguaceiro e o caminho para o relâmpago e o trovão?

(...)

De que seio saiu o gelo? Quem deu à luz a geada do céu?

(...)

Conheces as leis dos céus, determinas o seu mapa na terra?

Consegues elevar a voz até as nuvens, e a massa das águas te obedece?

(...)

Tens, então, um braço como o de Deus e podes trovejar com voz semelhante à sua?

(...)

É por tua sabedoria que o falcão levanta voo e estende suas asas para o Sul?

(...)

Poderás pescar o Leviatã com o anzol?

(...)"


Divagação: quando alguém cita histórias da Bíblia, costumo ficar curioso sobre suas motivações. A pessoa está querendo o quê com isso? Encorajar a leitura do livro que "suporta" sua religião? Espalhar a Palavra? Arriscar converter algum presente?

Já que, como Alain de Botton, transcrevi o trecho da Bíblia para cá, e posso ter despertado esse mesmo tipo de curiosidade em algum leitor, esclareço, respeitosamente: sou ateu. Não acredito em deuses, nem em bíblias, nem em vida após a morte, nem no supernatural.


Da posse da beleza

"A partir de seu interesse pela beleza e por sua posse, Ruskin chegou a cinco conclusões principais. Primeiro, a beleza resulta de uma variedade complexa de fatores que afetam a mente psicológica e visualmente. Segundo, os seres humanos têm uma tendência inata a reagir à beleza e desejar possuí-la. Terceiro, existem muitas expressões inferiores desse desejo, entre elas o desejo de comprar souvenirs e tapetes, de inscrever o próprio nome em colunas e de tirar fotografias."

"Nenhuma mudança de lugar à velocidade de 150 quilômetros por hora nos fará um pouquinho mais fortes, felizes ou sábios. No mundo, sempre houve mais do que os homens podiam ver, por mais devagar que caminhassem, e não poderão ver melhor andando depressa."

Para realmente absorver a beleza de um lugar, é preciso tentar desenhá-la, ou descrevê-la com palavras. Mesmo que o desenho fique horroroso ou que a prosa fique vergonhosa. Não é do resultado desse esforço de retratar que estamos falando, e sim dos detalhes que vamos notar e apreciar só se tomarmos o tempo necessário para tentar copiá-los. Se gostamos de uma árvore antes de tentar desenhá-la, só somos capazes de dizer "gosto dela.¨ Mas se precisarmos tentar passá-la para o papel, teremos que notar como suas folhas se envergam para dentro, seus galhos crescem como em uma explosão para cima, o tronco torto, as outras plantas que crescem na própria árvore...


Outros trechos

Abaixo, alguns outros trechos do livro de que gostei.

"A imaginação era capaz de proporcionar um substituto mais do que adequado à realidade vulgar da experiência concreta."

"São, talvez, os livros tristes os que melhor nos consolam quando estamos tristes, e, quem sabe, deveríamos buscar paradas de beira de estrada bem solitárias quando não temos quem abraçar ou amar."

"Na infância, perguntamos: 'Por que eu sou eu?' Se as circunstâncias e o temperamento permitem, elaboramos conjecturas sobre tais perguntas ao longo da idade adulta, com uma curiosidade que abrange partes cada vez maiores do mundo, até que, a certa altura, podemos alcançar aquele estágio fugidio em que nada nos entedia."

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